O Plano Real

O que foi o Plano Real?

O Plano Real foi uma estratégia adotada pelo governo de Itamar Franco, que consistia em um conjunto de medidas econômicas e políticas implantadas no Brasil. O Plano Real foi implementado em definitivo em 1994.

O grande objetivo do plano era o controle da hiperinflação que assolava o Brasil na época. O Plano Real foi de extrema relevância para o Brasil e um marco na história econômica brasileira, gerando grande impacto no desenvolvimento e estabilidade econômica do país.

Momento econômico do Brasil

Desde 1980, o Brasil passava por uma situação extremamente alarmante, a inflação do país estava em índices estratosféricos. No ano de 1989, Fernando Collor foi eleito o presidente do Brasil, sendo o seu vice Itamar Franco. No ano de 1992, Fernando Collor foi deposto da presidência por Impeachment.

Diante do fato, Itamar Franco (então atual Presidente do Brasil, assumindo o posto de Collor) com ajuda do Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, deram início ao plano para combater a hiperinflação e a crise econômica e social que assolava o país a mais de 1 década, com isso nasceu o Plano Real.

A situação era tão alarmante na época que em 1990 na gestão Collor, a inflação chegou a bater incríveis 6800%. Já no ano de 1993, na gestão de Itamar Franco a inflação do país chegou a alcançar a marca de 2000%.

Antes do Plano Real houveram tentativas para controlar a inflação, uma delas foi o congelamento de preços. Como de se esperar, um fracasso.

Na concepção do Plano Real, ocorreram algumas desconfianças por parte principalmente do Congresso Nacional. Algumas medidas já fracassadas em outras gestões, geraram medo, sobretudo politicamente.

O apoio do congresso foi de extrema importância naquela época para que as principais medidas do plano fossem implementadas.

Principais medidas do Plano Real

O Ministro da Fazenda FHC, na época criou 3 etapas e as medidas que seriam aplicadas para substituição do Real. Essa separação foi dividida da seguinte forma:

PRIMEIRA ETAPA – Estabilização das contas públicas. O Governo junto ao congresso tomou medidas para redução dos gastos públicos. Privatizações, aumento de arrecadação nos impostos federais e reformulação no orçamento da União.

Essas medidas fizeram com que o governo tivesse mais alocação de recursos e desoneração de gastos governamentais.  Ainda na primeira fase, realizou-se a desindexação dos preços e valores, que eram ajustados diariamente.

SEGUNDA ETAPA – Transição da moeda. A segunda etapa realizada por FHC foi o lançamento da moeda de transição chamada de Unidade Real de Valor. Essa etapa era a transição entre o cruzeiro para o Real, foi estipulado na época que 2750 cruzeiros reais equivaleriam a 1 URV. Essa transição ajudou a estabilizar os preços de mercados e salários.

TERCEIRA ETAPA – Implementação do Real, indexado ao Dólar. Em julho de 1994 foi feita a substituição da URV (Unidade Real de valor) pelo Real, 1 URV equivaleria a 1 Real. O real enfim entrava em ação, e sua moeda era indexada ao dólar para lastrear a moeda, e com isso conter a alta de inflação e dar estabilidade ao mercado. Nesse ano, a inflação do real já estava estabilizada chegando a incríveis 1%.

Outras medidas foram tomadas para o aceleramento econômico do Brasil. Uma delas foi o incentivo para a abertura econômica do país, apostando no crescimento da indústria nacional.

A grande preocupação do governo era o abastecimento de recursos para a população. Além dessa medida, a redução de impostos para a importação foi outra estratégia utilizada para o incentivo da renovação da indústria nacional.

Real hoje e inflação

Apesar do Real ter sido um sucesso no combate a inflação no país, a estratégia econômica na época mostrou-se de bastante valia.  Abriu-se espaço para o desenvolvimento econômico, políticas sociais, aumentando a qualidade de vida da população.

Atualmente vive-se momentos distintos do que foi no início do Real. Aumento desenfreado dos gastos públicos, falta de controle da dívida e desincentivo econômico da parte do governo para iniciativa privada. Diante disso, vivemos um aumento desenfreado de inflação e desvalorização da moeda.

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